Radiologista em destaque – Dr. Marcos Botelho

 Em Radiologista em destaque

Dr. Marcos Botelho é radiologista formado e com residência na Santa Casa de São Paulo, Fellow em Intervenção e Imagem Oncológica no ICESP / USP, e múltiplos Fellowships da Northwestern University, em Chicago, como especialização em Tomografia, Imagem Cardiovascular, Imagem Pediátrica e Ressonância Magnética. Atualmente atua como Professor Assistente na University of Texas, em Houston, EUA.

Nós da Telelaudo temos muito orgulho de fazer parte da história do Dr. Botelho.

Confira nossa entrevista completa:

Telelaudo:Conte-nos um pouco sobre sua história. Por que medicina e por que radiologia?

Dr. Marcos Botelho: Sempre quis fazer algo que fizesse a diferença na vida das pessoas. Mesmo não tendo médicos na família, sabia que a medicina podia proporcionar isso. A radiologia ainda é uma área pouco conhecida dentro da medicina e eu mesmo só fui conhecer quando estava no terceiro ano de faculdade. Gostei da ideia de unir a tecnologia com a área da saúde, sempre gostei do mundo digital, acredito que por isso a radiologia tenha me despertado interesse.

Telelaudo:Como conheceu e começou a trabalhar para a Telelaudo?

Dr. Marcos Botelho: Após a residência e um fellowship, trabalhei por dois anos em Manaus e lá já estava com a ideia de morar fora do Brasil. Quando cogitei mesmo vir para os Estados Unidos, percebi que grande parte das oportunidades não eram remuneradas. Já conhecia a Telelaudo de algumas feiras, como a JPR. Entrei em contato com um grande amigo de residência e fui abraçado pela empresa. Comecei a fazer parte da equipe em 2011.

Telelaudo:Como foi a sua experiência trabalhando com telerradiologia? Trabalhar a distância lhe trouxe quais benefícios?

Dr. Marcos Botelho: Uma das primeiras coisas que as pessoas pensam é que trabalhar com a telerradiologia é algo fácil, já que você está em casa. Mas, não é bem assim. Quando se tem uma família, outras responsabilidades, você precisa saber dividir sua rotina, organizar seus plantões e aprender a conciliar tudo isso. Aprendi a lidar com esta questão crucial quando comecei a trabalhar com a telerradiologia. Acredito que, no meu caso, o benefício principal foi poder estar em um lugar muito longe e ainda poder colaborar com os laudos do Brasil. É incrível como a internet e as novas tecnologias nos possibilitam tudo isso.

Telelaudo:Qual a importância da telerradiologia para os pacientes e médicos solicitantes em um país com as dimensões e desafios como o Brasil?

Dr. Marcos Botelho: A telerradiologia no Brasil é muito importante. Por exemplo, ajuda os lugares que não têm radiologistas suficientes, mas possuem as clínicas de imagens que fazem os exames. E também os lugares que já possuem os especialistas, colaborando com os plantões e com a segunda opinião médica, além de ajudar a eficência nos laudos.

Telelaudo:Agora conte-nos de onde surgiu a oportunidade de trabalhar nos EUA e como foi o caminho para chegar onde você chegou?

Dr. Marcos Botelho: Foi uma longa jornada. Quando decidi vir com a família, enviei currículos para iniciar um fellow de pesquisa em radiologia, mas já de olho num ano clínico. Fui aceito pela Northwestern University, em Chicago. Inicialmente, não sabia se ia ficar mais de dois anos por aqui. Mas eventualmente, as coisas foram se encaixando e consegui outros dois anos clínicos dentro da mesma universidade, o que me possibilitou ao título da especialidade por aqui. Terminei esses múltiplos fellowships agora em junho e já estou trabalhando como attending, em Houston, na Universidade do Texas. Minhas principais especialidades agora são imagem pediátrica e cardiovascular. Foram anos de esforço e a Telelaudo colaborou muito para eu alcançar tudo isso.

Telelaudo: Quais dicas você daria para jovens radiologistas que estão iniciando suas carreiras?

Dr. Marcos Botelho: Acho que a dica é pensar a longo prazo. É difícil planejar lá na frente, mas se a ideia é investir em uma carreira fora do país, vale lembrar que o caminho é árduo, porém, pode acabar sendo uma ótima oportunidade, assim como está sendo para mim.

VAMOS CONVERSAR?

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