TELERRADIOLOGIA NO IPAD

Tablets também podem ajudar a trazer eficiência para a radiologia.

Radiologistas podem usar o iPad para examinar um amplo espectro de casos de ressonância magnética (RM) e tomografia computadorizada (TC) de emergência, normalmente encontrados durante plantões, de acordo com um estudo de Singapura publicado online no Journal of Digital Imaging.

Por Erik L. Ridley, da equipe AuntMinnie

Uma equipe do Hospital Geral de Changi encontrou baixas taxas de discrepância entre estudos radiológicos que utilizaram um iPad e os que utilizaram um estação PACS para análise – ambos significantes e insignificantes – numa seleção de casos emergenciais típicos de TC e RM. Os três examinadores também acharam, em geral, a experiência de estudar imagens no iPad como sendo boa, apesar de precisar de melhoras na interface, de acordo com os estudos liderados pelo Dr. Sindhu John.

“Diagnósticos radiológicos primários para TC e RM de emergência que foram feitos pelo iPad mostraram ser precisos e comparáveis aos procedentes de PACS”, falou o Dr John ao Auntminnie.com. “Isto é, desconsiderando a padronização da condição de leitura, que melhor reflete a aplicação do ‘mundo real’ desta tecnologia e, como tal, libera o radiologista das limitações de seu PC, laptop ou estação de trabalho.”

Os pesquisadores ficaram fascinados pelo potencial de aparelhos de computação móvel para disponibilizar diagnósticos e tele consultas precisas e pontuais; como resultado do estudo, eles procuram investigar se o iPad conseguiria ser tão preciso para realização de diagnóstico quanto as tradicionais estações de trabalho de PACS.

A fim de simular um cenário real, a equipe selecionou retrospectivamente uma amostra de estudos de RM e TC entre julho de 2009 a Janeiro de 2011 que representava um espectro de condições agudas normalmente encontradas por um radiologista plantonista. Os casos eram compostos por um mix de estudos com e sem realce pelo meio de contraste, incluindo estudos de exames de angiografia em TC e RM, assim como suas imagens pós-processadas correspondentes, de acordo com os autores. Estudos do cérebro e da espinha para derrame, trauma espinal, ou suspeita de compressão da medula com déficits neurológicos, estavam entres os estudos emergenciais de RM.

79 exames de TC e 9 exames de RM foram incluídos no estudo, junto de 24 (22 TC e 2 RM) casos normais, selecionados arbitrariamente.  As imagens da TC foram produzidas num scanner Aquilion 64-slice CT (Toshiba Medical Systems), enquanto os exames de RM foram gerados num Symphony 1.5-tesla system (Siemens Healthcare). Ambos usaram protocolos padrões de imagem.

Após as imagens DICOM terem suas identidades ocultadas e transferidas do servidor PACS para um HD portátil, elas foram enviados via rede sem fio para um iPad de primeira geração por um Apple MacBook que rodava a versão 3.9.2 do software de visualização de imagens OsiriX. Os estudos foram individualmente analisados no iPad por três médicos leitores que possuíam competência equivalente no quadro de radiologistas em atendimento, todos com pelo menos 10 anos de experiência em radiologia geral. O iPad rodava a versão 2.02  do software OsiriX HD.

Os radiologistas também completaram uma pesquisa de escala Likert com 5 pontos para avaliar o desempenho do iPad num número de variáveis. Não foram feitas tentativas de padronizar iluminação, condições de leitura ou tempo de leitura, afirmou o Dr. John. Os achados dos radiologistas eram então comparados aos relatórios originais produzidos com uma estação de trabalho PACS que utilizavam monitores para diagnóstico com um display de 6-megapixels.

Um árbitro não relacionado à pesquisa determinou se havia achados discrepantes e categorizava-os como discrepâncias maiores (achados clínicos importantes que afetariam administração imediata e resultado) ou menores (achados casuais que não afetariam administração imediata e resultado), de acordo com os pesquisadores. Um único achado discrepante resultava no estudo inteiro ser considerado discrepante.

VAMOS CONVERSAR?

De um total de 264 relatórios produzidos pelo três leitores que usavam o iPad, 240 (90%) estavam de total acordo com os relatórios originais da estação de trabalho do PACS. Nove (3.4%) das discrepâncias foram classificadas como achados discrepantes maiores, 15 foram considerados menores.

Dos nove maiores, oito foram casos de TC e um foi de estudo de RM. Três foram considerados como erros de interpretação, enquanto seis foram erros de detecção.

“Duas anormalidades foram detectadas, mas cada uma foi interpretada incorretamente por um leitor” os autores escreveram. “Tais exames equivocados compreendiam uma malformação arteriovenosa cerebral interpretada como uma fístula arteriovenosa dural, visto que o ninho era muito pequeno; e um cálculo de junção vesicoureteral interpretado como um cálculo de bexiga. Um paciente com embolismo pulmonar foi erroneamente diagnosticado tendo características de sobrecarga ventricular direita por um leitor”

Um leitor não foi capaz de detectar os maiores achados discrepantes remanescentes, que incluíam os seguintes
– Dois casos de hemorragia traumática intracraniana, em casos de múltiplas hemorragias
– Um pequeno infarto cerebral
– Um corpo estranho cecal
– Um caso onde um desvio da linha média não foi descrito em hemorragia intracraniana aguda

O achado discrepante maior de RM foi um infarto agudo do cerebelo direito não identificado, em um caso de múltiplos infartos cerebrais agudos.

Todos os 24 estudos normais foram corretamente diagnosticados pelos 3 leitores.

“O iPad é capaz de lidar com a visualização de extensos estudos com pós-processamento de imagens suplementar muito bem, não apenas meros estudos pequenos como os de TC do cérebro”, Dr. John indicou.

Os radiologistas também consideraram, em geral, a experiência de usar o iPad como boa, apesar de que os três classificarem o aplicativo como “pobre” em estabilidade.

“Fornecedores de sistemas PACS/RIS precisam pesquisar e desenvolver aplicativos de tablets para análises de imagens radiológicas e melhorar a interface do usuário e a sua experiência”, concluiu Dr. John.

Link para a notícia original, em inglês:

http://www.auntminnie.com/index.aspx?sec=sup&sub=adv&pag=dis&ItemID=99474

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