O que esperar da telemedicina em 2021?

 Em Artigo, Telemedicina, Telerradiologia

Tendências da telemedicina em 2021 são positivas, com potencial para ampliação e consolidação da área com novas tecnologias, soluções e práticas.

As expectativas para a consolidação da telemedicina em 2021 no Brasil são promissoras devido aos resultados positivos que já foram possíveis de serem observados em quase um ano de regulamentação da prática no País.

Com a pandemia da COVID-19 e a necessidade de distância social, as soluções de saúde a distância, como telemedicina, telessaúde e telerradiologia ganharam força. Em 2021 espera-se que essas práticas sejam ampliadas.

7 tendências da telemedicina em 2021

As expectativas em relação à telemedicina em 2021 são positivas, pois mesmo tendo sido autorizada apenas em março de 2020, em caráter emergencial em decorrência da pandemia, em menos de um ano muitas vantagens foram observadas.

Os bons resultados motivaram mais investimentos na telemedicina e também o fortalecimento desse mercado, que inclui clínicas, hospitais, empresas de tecnologia, profissionais da saúde, pacientes e outros. Conheça algumas tendências.

1. Crescimento das startups de saúde

Uma das tendências mais claras para telemedicina em 2021 é o crescimento das startups de saúde, também chamadas de “health techs”, companhias que unem tecnologia e saúde para desenvolver novas soluções.

Devido à telemedicina ainda ser recente no País espera-se que o mercado se aqueça para ofertar novos dispositivos, sistemas e ferramentas.  

2. Ampliação das soluções tecnológicas

São diversas as tecnologias que devem ser incorporadas, cada vez mais, às soluções de telemedicina disponíveis no mercado. Com isso, espera-se que opções mais robustas e eficientes destaquem-se frente à ampla concorrência. Algumas tecnologias incluem:

  • inteligência artificial (IA): com soluções de IA como o aprendizado de máquina, espera-se que sistemas sejam capazes de identificar e priorizar casos mais graves e urgentes, contribuindo com os esforços humanos;
  • computação em nuvem: solução adotada para alocar sistemas que podem ser acessados de qualquer dispositivo conectado à internet e também armazenar exames, laudos, documentos e outros arquivos em um repositório digital e seguro;
  • “big data”: consiste na capacidade de analisar grandes conjuntos de dados para extrair informações que possam ser valiosas no atendimento em saúde, como otimizando processos, ajudando na prevenção e diagnóstico de patologias.

Portanto, são diferentes tecnologias que podem ser incorporadas aos processos de saúde a distância, sendo esperado que a telemedicina em 2021 já revele alguns potenciais dessas práticas disruptivas. 

3. Monitoramento por dispositivos vestíveis

Os dispositivos vestíveis – como os relógios inteligentes – já são uma tendência. Mas, cada vez mais, eles podem ser incorporados em soluções de saúde preventiva e acompanhamento médico especializado.

Um exemplo é o monitoramento contínuo dos sinais vitais para identificar patologias a partir de alterações sutis nos parâmetros ou mesmo acompanhar um paciente com diagnóstico confirmado para que haja uma intervenção precoce em caso de agravamento do quadro.

4. Segurança dos dados

Entrou em vigor no Brasil a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) e os dados da área da saúde são classificados como sensíveis, que são aqueles que podem causar algum tipo de constrangimento em caso de vazamentos.

Por conta disso, os dados dos pacientes devem ser protegidos mais do que em outras áreas, mobilizando um esforço para que as soluções de telemedicina sejam suficientemente seguras e incorporem padrões rígidos de proteção de dados.

5. Automação de processos

A automação dos processos é realidade em diferentes áreas e deve dominar também na telemedicina em 2021 conforme a incorporação dos processos revele quais deles podem ser executados por máquinas sem prejuízos à experiência e qualidade do atendimento médico.

Por meio da automação é possível otimizar, por exemplo, o agendamento e cancelamento de consultas e exames, emissão de nota, confirmações e avisos.

6. Consolidação dos serviços de telemedicina

Como visto, os serviços de telemedicina para atendimento direto ao paciente (teleconsulta) só começaram a ser realizados no Brasil em 2020 com uma regulamentação emergencial em meio à pandemia da Covid-19.

Por conta disso, o que se espera da telemedicina em 2021 é a consolidação dos serviços, com clínicas e hospitais desenvolvendo procedimentos e protocolos específicos para esse tipo de atendimento, precificação e estruturação das práticas.

Por exemplo, deve-se acompanhar essa consolidação a ampliação do uso dos prontuários eletrônicos.

7. Soluções a distância

Não apenas as consultas à distância por meio da telemedicina devem se consolidar, mas todo um ambiente favorável à prestação de serviços a distância, como realização de exames médicos, elaboração de laudos remotamente, como o caso da telerradiologia, ou mesmo educação a distância dos profissionais da saúde.

A telerradiologia é um exemplo a ser seguido, uma vez que ela foi regulamentada em 2002, sendo uma solução de saúde a distância já consolidada e com práticas, soluções, ferramentas e processos bem estruturados.

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