A distribuição de radiologistas no Brasil

 Em Radiologia

Densidade de radiologistas no Brasil é de 6,17, mas desigualdades regionais prejudicam acesso ao atendimento especializado

Muitos gestores de clínicas e hospitais observam desafios relacionados à contratação de profissionais da área de radiologia devido à distribuição desigual de radiologistas no Brasil.

Essa condição, ocorre de fato, principalmente devido à algumas regiões do País apresentarem grande densidade de médicos radiologistas, enquanto outras são prejudicadas pela falta de profissionais.

Neste sentido, compreender a distribuição e perfil desses médicos, assim como as alternativas operacionais viabilizadas pela tecnologia, é fundamental para que os gestores desenvolvam planos mais realistas e consigam suprir a demanda dos pacientes de forma mais eficaz.

Qual o perfil dos radiologistas no Brasil?

O estudo “O Perfil do Médico Especialista em Radiologia e Diagnóstico por Imagem no Brasil”, de 2019, do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), em conjunto com a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), traz dados relevantes sobre o assunto.

Segundo informações coletadas, verificou-se que no País há cerca de 12.868 radiologistas, o que equivale a 3% dos médicos titulados do Brasil.

Já em relação às especialidades, verificou-se que em Radiologia e Diagnóstico por Imagem, a maioria dos profissionais são do sexo masculino, representando 62,4% do total, enquanto as mulheres ocupam 37,6% do resultado.

Para completar, o estudo apurou que a maior parte dos profissionais têm idade entre 30 e 54 anos.

Qual a distribuição dos radiologistas no País?

Além do perfil dos radiologistas no Brasil, o estudo traz informações relevantes quanto à distribuição geográfica, ajudando a compreender a realidade brasileira do setor.

A pesquisa revela que cerca de 7.608 radiologistas estavam alocados na região sudeste, o que representa 53,5% do total, enquanto na região sul, são 2.347 médicos radiologistas, representando 16,5% do total.

Já no centro-oeste do País, são 1.262, totalizando 8,9% do contingente nacional.

As regiões com menor proporção, são o nordeste e norte. A primeira com 2.530 radiologistas (17,8%) e a segunda com 470 radiologistas, o que corresponde a 3,3%.

Considerando esses dados, a pesquisa indica que a densidade de radiologistas no território nacional é de 6,17. No entanto, esse número esconde as distorções na distribuição, como indica a avaliação por região.

Entre as Unidades Federativas constatou-se que o Distrito Federal tem a maior densidade, com 16,34 radiologistas por 100 mil habitantes, um número maior do que o dobro da média nacional. São Paulo também está acima da média, com 9,91 médicos por 100 mil/hab.

Como pode-se observar, a distribuição de radiologistas no Brasil revela que existe uma maior concentração nas regiões sudeste e sul e também em regiões metropolitanas e cidades litorâneas, enquanto o interior apresenta, em geral, baixa densidade.

Destaca-se que essa situação é antiga no Brasil. O estudo Perfil dos Radiologistas no Brasil de 2002, da Fiocruz, indicava que o País contava, à época, com 5.388 médicos e uma densidade de 3,09 por 100 mil habitantes. Nos últimos 16 anos, essa proporção dobrou.

Nesse período, a densidade de médicos radiologistas por região era a seguinte: 4,38 no sudeste; 3,51 no sul, 3,04 no centro-oeste. 1,54 no nordeste e 0,77 no norte. O que indica que, apesar do aumento dos radiologistas, a distribuição desigual por região permanece.

Como a telerradiologia reduz os impactos negativos da desigualdade na distribuição de radiologistas?

A histórica já conhecida desigualdade na distribuição de radiologistas no Brasil resulta em dificuldades para gestores de clínicas e hospitais para contratação de radiologistas em algumas regiões.

Nos últimos 10 anos, contudo, a telerradiologia tem sido uma prática aliada para combater as desigualdades regionais e proporcionar atendimento de qualidade para todos os brasileiros.

Por meio dessa solução, as equipes internas podem ser complementadas com radiologistas que atuam a distância.

Com isso, regiões que têm baixa disponibilidade de radiologistas podem ser atendidas pelo serviço.

Trata-se de uma atividade que exige apenas que haja a conexão com a internet para que a troca de informações entre o hospital ou clínica e a parceira de telerradiologia seja feita de forma eficaz.

Os  médicos radiologistas que atuam com a telerradiologia podem ainda trabalhar de forma remota, o que garante praticidade e agilidade na interpretação dos exames de imagem e emissão do laudo.

Portanto, a tecnologia viabiliza que problemas históricos na distribuição de radiologistas no Brasil sejam superados com soluções modernas e eficientes, como a telerradiologia.

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