Paciente sexo feminino com suspeita de acretismo placentário

 Em Estudo de caso

Achados de imagem:

Caso em destaque abri/maio 2015

Axial T2

Caso em destaque abril/maio 2015

Sagital T1 pós-contraste

RM DE PELVE

As imagens demonstram útero gravídico parcialmente estudado, com placenta cobrindo todo orifício interno cervical e se estendendo até o plano seroso do útero na região anterior do istmo. Há obliteração do recesso vesico-uterino.

A bexiga encontra-se em média repleção. Sua parede superior possui espessura reduzida, com estruturas vasculares de permeio, vegetando para o interior vesical.

Qual o diagnóstico?

Placenta prévia total acreta  

Acretismo placentário ocorre quando apenas uma parte ou toda a placenta adere anormalmente ao miométrio uterino, havendo 3 graus de invasão placentária. Placenta acreta é uma significativa causa de morbimortalidade materna, e uma das maiores razões para histerectomia pós-parto de urgência. Os fatores de risco mais importantes para esta condição são a placenta prévia e história de cesariana.

A ultrassonografia de rotina em torno de 18-22 semanas é a mais indicada para rastreio desta desordem, entretanto a RM tem se mostrado útil para avaliação da profundidade da invasão das vilosidades coriônicas na parede uterina.

Os achados mais comuns na RM são volume uterino aumentado, placenta heterogênea e bandas placentárias. A presença de vasos ectasiados na parede vesical sugerem seu acometimento.

Referência Bibliográfica:

Placenta Acretta: Spectrum of US and MRI Imaging Findings. W. Cristopher Baughman, MD; Jane E. Corteville, MD; Rajiv R. Shah, MD. Radiographics. 2008, Vol.28:1905-1916.

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