Como deve ser o profissional de saúde 2.0?

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Competências do profissional de saúde 2.0 estão relacionadas com transformações tecnológicas, mas também novas exigências comportamentais em diferentes áreas

O profissional de saúde 2.0 segue a mesma tendência de outras áreas. Engana-se quem pensa que ser um trabalhador moderno está relacionado apenas ao domínio tecnológico.

As qualidades do profissional de saúde 2.0 atendem um novo cenário de mudança comportamental na sociedade, mas também transformações em processos e demandas da área da saúde.

O que é o profissional de saúde 2.0?

As mudanças em profissionais da saúde alcançam diferentes tipos de formações, como médicos, enfermeiros, biomédicos, nutricionistas, fisioterapeutas e, inclusive, gestores e equipes de atendimento e recepção.

Todo o ambiente clínico e hospitalar passou por mudanças nas últimas décadas que explicam a necessidade do profissional de saúde 2.0. Conheça as principais características a seguir.

Atendimento humanizado

Atualmente, na área da saúde o atendimento humanizado é muito valorizado. Diversas pesquisas constataram que um ambiente e relacionamento mais acolhedores e individualizados influenciam positivamente na recuperação dos pacientes.

O atendimento humanizado é aquele que respeita as individualidades do paciente e de seus familiares, garantindo práticas e processos que resultem em mais bem-estar, conforto e calma aos envolvidos.

Boa comunicação

Hoje em dia, quando uma pessoa busca um atendimento médico ou recebe um diagnóstico, ela já pesquisou e se informou minimamente sobre o tema.

Por conta disso, é ainda mais importante que as equipes médicas tenham competências relacionadas à comunicação para informar sobre um diagnóstico ou tratamento, esclarecer dúvidas e dar um suporte mais apropriado.

Especialização

Na área médica a especialização já é consolidada, mas em outras áreas, como enfermagem, radiologia e fisioterapia, por exemplo, as novas exigências para o profissional de saúde 2.0 tem maior apelo à especialização.

Com isso, o profissional pode continuar fazendo atendimentos mais amplos, mas cada vez mais tem um conhecimento específico sobre um tipo de patologia, tratamento ou abordagem.

Domínio tecnológico

O domínio tecnológico é fundamental nos novos processos em clínicas e hospitais, como com a adesão aos prontuários eletrônicos que enfermeiros e médicos precisam saber como acessar, preencher e operar de forma geral.

Outro exemplo é a telerradiologia, de forma que muitos processos de saúde atualmente são mediados por ferramentas tecnológicas, sendo importante que os profissionais conheçam essas possibilidades e como executá-las corretamente.

Clareza dos processos

Atualmente, a operação cotidiana em clínicas e hospitais depende do cumprimento eficaz de processos e protocolos que garantem mais eficiência e qualidade no atendimento, de forma que a falta de clareza do profissional pode comprometer esse fluxo.

O conhecimento detalhado dos processos depende muitas vezes da prática diária, mas o profissional de saúde 2.0 também deve ficar atento aos documentos e políticas internas que vão auxiliar nessa compreensão.

Empatia

No âmbito comportamental, a empatia também se tornou uma importante aliada do profissional de saúde 2.0. Colocar-se no lugar do outro para compreendê-lo e agir a partir dessa diferente perspectiva dos fatos é relevante no atendimento, mas também na construção de bons relacionamentos.

Como se tornar um profissional de saúde 2.0?

Após entender como deve ser o profissional de saúde 2.0, é relevante que se saiba quais habilidades podem ser desenvolvidas visando essa postura mais profissional esperada no atual mercado de trabalho. Algumas dicas incluem:

  • aprimoramento contínuo: a continuidade dos estudos é um aspecto importante à especialização e domínio dos processos, seja em cursos, pós-graduação, palestras, workshops e outras atividades;
  • desenvolver a autonomia: o profissional de saúde é responsável por cada escolha que toma durante o exercício das atividades, razão pela qual ele deve trabalhar constantemente para ter autonomia decisória. Para isso, é importante desenvolver competências como autoconfiança e independência;
  • capacitar-se tecnologicamente: o nível de domínio tecnológico depende diretamente da área de atuação do profissional, mas uma vez que a saúde é cada vez mais influenciada por soluções como computação em nuvem, inteligência artificial etc. é relevante que os colaboradores conheçam ao menos as bases de tais práticas e o manuseio de equipamentos e software básicos;
  • desenvolver inteligência emocional: trata-se de uma competência que permite equilibrar emoções e racionalidade no dia a dia, o que se reflete em melhores decisões profissionais, empatia e humanização no atendimento aos pacientes e bons relacionamentos interpessoais.

Sendo assim, para tornar-se um profissional de saúde 2.0 é importante conhecer quais são as demandas específicas da sua área de atendimento, mas também ter consciência do cenário da saúde e da sociedade.

As mudanças nas competências demandadas por clínicas e hospitais têm relação tanto com a incorporação de novas tecnologias nos processos como também transformações comportamentais da sociedade e um bom profissional deve estar atento a todas essas tendências.

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