6 aplicações da inteligência artificial na medicina

 Em Curiosidades

Novas possibilidades de uso da inteligência artificial na medicina são direcionadas para intervenção e prevenção.

A inovação tecnológica já faz parte da realidade em diferentes segmentos, incluindo na área da saúde com aplicações cada vez mais complexas da inteligência artificial na medicina.

Trata-se de uma tecnologia com potencial para transformar muitas das práticas cotidianas, desde a forma como as pessoas se comunicam e se relacionam até mesmo as práticas das rotinas médicas.

Saiba mais sobre o funcionamento e aplicações da inteligência artificial na medicina a seguir.

Como funciona a inteligência artificial?

Inicialmente é preciso entender o que é inteligência artificial (IA) e como essa tecnologia funciona.

A IA é quando uma máquina programada para imitar a capacidade de pensamento humano de aprender, ponderar e tomar decisões.

Devido a capacidade de aprender, chamada de aprendizado de máquina (machine learning), a tecnologia tem evoluído constantemente, o que viabiliza aplicações cada vez mais complexas.

Para que os computadores tenham essa capacidade de evoluir, são necessários alguns elementos, como:

  • Grande quantidade de dados para viabilizar o aprendizado;
  • Bons modelos de dados para que seja possível classificar, processar e analisar;
  • Imensa capacidade de processamento de dados para rapidez e eficiência das análises.

Um exemplo da aplicação da inteligência artificial na medicina é a utilização de milhares de exames de tomografia do cérebro para ajudar o sistema a reconhecer padrões sadios e doentes e conseguir identificar casos que estejam fora da normalidade.

A seguir entenda melhor como essa tecnologia tem sido usada na medicina e quais aplicações já começam a fazer parte da realidade de médicos, gestores e pacientes.

Quais as aplicações da inteligência artificial na medicina?

Atualmente, a IA já é usada para diferentes fins na área médica, mas ainda há muito o que ser testado e transformado na saúde com base nas novas possibilidades identificadas.

Verifica-se que, as aplicações vão desde a infraestrutura para atendimento, como também, monitoramento de pacientes em casos graves.

1. Telemedicina

A telemedicina é uma solução que utiliza tecnologias da informação e comunicação (TIC) para promover atendimento e serviços médicos a distância.

A inteligência artificial também tem sido usada em aparelhos vestíveis – como relógios inteligentes – que monitoram os dados vitais de pacientes. A tecnologia consegue identificar alterações que podem ser reportadas à equipe médica, pelos próprios aparelhos.

2. Cirurgias

As inovações tecnológicas, como robôs, já vinham sendo usadas beneficamente durante procedimentos cirúrgicos, visando tornar as práticas menos invasivas.

Com a inteligência artificial na medicina, a tecnologia tem sido usada ainda para avaliar as condições pré-operatórias, fazendo análises mais completas da saúde do paciente.

Com isso, os sistemas inteligentes podem orientar os movimentos médicos durante as cirurgias. Em alguns casos estudados, verificou-se a redução de 20% no tempo de internação dos pacientes.

3. Prevenção e diagnóstico

Devido aos bancos de dados analisados pelos sistemas de IA, algumas tecnologias conseguem reconhecer a condição de saúde de pacientes ao identificar alterações mínimas que precederam problemas de saúde em outras pessoas.

Uma das aplicações preventivas é no caso de retinopatia diabética, por exemplo. Comparando os dados do paciente com o banco de dados previamente adicionado, o modelo pesquisa semelhanças na retina que podem contribuir em um diagnóstico precoce.

Além disso, a análise combinada dos sintomas e dos resultados de exames permite associações mais completas, ajudando na decisão médica.

4. Monitoramento em UTI

A inteligência artificial na medicina também tem sido utilizada no monitoramento de pacientes internados na unidade de tratamento intensivo (UTI) viabilizando a identificação do colapso de sistemas vitais entre duas e três horas antes que ele aconteça.

Isso é possível com o monitoramento de sinais vitais como pressão arterial, oxigênio, níveis de sangue e capacidade cardíaca. Ao comparar os dados com as informações presentes no banco de dados, mínimas alterações são consideradas na análise.

O sistema consegue identificar padrões que foram vistos anteriormente em quadros de interrupção das funções cerebrais ou cardíacas, emitindo um alerta à equipe médica.

5. Armazenamento de dados

A tecnologia tem viabilizado uma coleta inédita de dados vitais de pacientes, sendo que essas informações podem ser adicionadas automaticamente ao prontuário médico digital.

Por exemplo, com um relógio inteligente o paciente com condição cardíaca prévia pode ter seus batimentos monitorados 24 horas por dia.

Durante uma consulta de rotina, esses dados são analisados pelo médico que terá informações mais completas sobre o estado de saúde do seu paciente, podendo fazer melhores recomendações preventivas.

Além disso, todos os dados do paciente, como exames prévios, sinais vitais, prontuários etc. ficam centralizados, podendo ser acessados quando necessário pela equipe médica.

6. Telerradiologia

A telerradiologia já é uma solução vastamente usada no Brasil por viabilizar a interpretação e emissão de exames de imagem a distância, beneficiando principalmente clínicas e hospitais que possuem baixa disponibilidade de profissionais localmente.

A inteligência artificial na medicina já tem sido usada para aprimorar esses serviços, como com exames médicos nutrindo modelos de IA para auxiliar na identificação de irregularidades em exames.

Com a tecnologia, por exemplo, um exame pode ser analisado por um sistema inteligente que poderá contribuir na análise do radiologista para melhorar o laudo e identificar problemas de saúde ainda em estágios iniciais.

As diversas aplicações da inteligência artificial na medicina fazem com que a tecnologia deva ser acompanhada por profissionais de saúde e gestores, buscando alternativas para melhorar a prestação de serviços de saúde.

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